Roca e Demônios: Aliança ou Necessidade?
- 27 de jan.
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21/03/257
Moradores atentos de Costas do Gigante relataram, nos últimos dias, uma cena que causou espanto e murmúrios nas tavernas: membros da Guilda dos Roca foram vistos conduzindo uma visita acompanhada por um Demônio, caminhando pelas vias da cidade sob vigilância, mas sem algemas aparentes. O fato, por si só perturbador, reacende antigas inquietações sobre a proximidade dos Roca com a cidade-estado demoníaca de Laspedras.
É de conhecimento público que a Guilda dos Roca teve papel relevante na costura do acordo que permitiu a existência de Laspedras como cidade autônoma dentro do Reino de Picoaureo. Contudo, a presença física de um demônio circulando por cidades do reino levanta questões inevitáveis: estariam os Roca tramando algo novo? Teriam eles responsabilidade direta por trazer influências abissais para dentro das fronteiras do reino?
Durante a apuração desta reportagem, foi levantado que, em Laspedras, a autorização para que tal entidade transitasse pelo reino teria sido concedida com o aval de um membro dos Roca, identificado como Darius. A informação, ainda que não confirmada oficialmente pelo reino, circula entre mercadores, guardas e clérigos com crescente insistência.
Procurado pela Gazeta Áurea, Elnorim, porta-voz da Guilda dos Roca, respondeu de forma firme e protetiva:
“Os membros dos Roca fizeram um ótimo trabalho em uma missão que protegeu o reino de um perigo iminente. Com isso, restam apenas os reveses de escolhas difíceis. O membro dos Roca que acompanha o demônio é conhecido como Myzael, e é um bravo. Coloco minha mão no fogo por ele.”
Apesar da declaração, o episódio soma-se a uma longa lista de acontecimentos nebulosos envolvendo a guilda, cuja atuação, embora muitas vezes decisiva para a segurança do reino, também transita por caminhos pouco convencionais — e por vezes desconfortáveis para a população comum.
Entre fiéis, nobres e cidadãos, cresce o sentimento de vigilância e desconfiança. Afinal, quando aventureiros caminham lado a lado com demônios, é dever da pena questionar aquilo que a espada silencia.
Esta jornalista seguirá atenta aos próximos passos da Guilda dos Roca, pois em Picoaureo, nem todo perigo ruge — alguns caminham escoltados.


Darius lê a matéria, inicialmente com uma indignação que logo evolui para ira. Tentando organizar seus pensamentos e decidir seus próximos passos, joga o exemplar da Gazeta na fogueira.. enquanto encara o fogo consumindo o jornal, imagina que talvez aquele pedaço de papel não vai ser a última coisa que irá destruir em decorrência a este episódio.
Fulonir lê a notícia e pensa: "Eu não posso tirar os olhos dos meus colegas um segundo..."