Vindora: Ameaça Dissipada na rota noroeste
- Gog Aço Negro

- 30 de nov. de 2025
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15/01/257
O clamor dos viajantes e mercadores foi finalmente ouvido. Conforme relatos que circularam nas últimas semanas, a rota que se estende a nordeste da luminosa Vindora tornou-se palco de atividades ilícitas e extorsão por parte de um grupo que se autodenominava os "Defensores do Vale". Estes indivíduos ousaram instituir uma cobrança de pedágio, exigindo valores exorbitantes por passagem, sem qualquer chancela ou autoridade legal do Reino de Picoaureo.
Graças à diligência e rápida intervenção do Ducado do Vale dos Ventos, em uma ação coordenada com a valorosa Guilda dos Roca, os responsáveis foram prontamente identificados e expurgados da região. A paz e a livre circulação foram, enfim, restauradas para os viajantes e os humildes moradores das cercanias.
Mercenários de Zigorath Envolvidos
Informações coligidas por esta pena revelam que os extorsionários seriam, em sua maioria, remanescentes de um grupo de mercenários que buscou fortuna e serviço após uma longa viagem desde as terras de Zigorath. Nossas fontes em Vindora identificaram e conversaram com algumas das famílias desses mercenários, que agora buscam refúgio e sustento na cidade.
Dona Tina, uma mãe de família, relatou as extremas dificuldades, mencionando que ela e seus filhos passavam fome, e que a promessa de trabalho para seu marido os havia encorajado a migrar para Vindora. Questionada sobre a legalidade das atividades do cônjuge, ela defendeu veementemente que o trabalho era legítimo, e que havia uma figura de autoridade que teria, supostamente, concedido a autorização para as atividades de "proteção e cobrança".
Este escriba empenhou-se em rastrear a origem desta suposta ordem, mas nenhuma evidência pôde confirmar a legitimidade de tais autorizações. A Guarda de Picoaureo foi categórica: nenhuma ordem, notificação ou édito jamais foi emitido pelo Reino para autorizar cobranças ou ações de segurança privada naquele trecho da estrada.
Agentes do Reino de Picoaureo reforçam, perante o povo e os que percorrem suas terras, que não há qualquer taxa ou cobrança oficial para a utilização das estradas e rotas em todo o território. Qualquer atividade desta natureza deve ser considerada criminosa e imediatamente reportada à Guarda ou às autoridades do Ducado mais próximo. A livre passagem é um direito do súdito.



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